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Estresse e obesidade

Eu não como tanto para estar tão gorda(o)!

Até que ponto a afirmação coincide com a verdade?

     São possíveis várias doenças como causa de obesidade: disfunção da tireóide, hipófise, ovários, testículos, supra-renais, pâncreas. Todas as disfunções citadas levam a transtornos hormonais que podem em última instância culminar com obesidade, assumindo características de gravidades variáveis, cada qual por seu caminho.

     Porém, assumindo a possibilidade de que nenhuma das desordens referidas anteriormente esteja presente, o que faz um indivíduo, mesmo não exagerando na ingesta alimentar, manter um peso excessivo?

Cortisol, a palavra chave é cortisol!

     O acusado, é produzido por duas glândulas localizadas nos pólos superiores dos rins, e por isso são chamadas de supra-renais, o cortisol é produzido diariamente e fisiologicamente, tendo enorme importância no equilíbrio de várias funções orgânicas no dia a dia, incentivando fisiologicamente a produção de glicose no fígado à partir do metabolismo das proteínas, estimulando ainda o armazenamento de glicose na forma de glicogênio, possui ainda grande potencial antiinflamatório e imunossupressor. A cortisona que utilizamos na asma, sinusite, doenças reumáticas e tantos outros males nada mais é que o famoso cortisol em sua versão farmacológica.

     O cortisol também é produzido em qualquer situação de stress ao qual determinado organismo é submetido: mecânico, infeccioso ou emocional. Ou seja, se somos submetido a uma cirurgia, contraímos um processo infeccioso, ou estamos diante de um grande trauma emocional, rios de cortisol são liberados pelas supra-renais para corrente sanguínea, para conter o processo inflamatório e modular a resposta imunológica, entre outras ações. O procedimento cirúrgico e o processo infeccioso se resolverão, assim como os níveis de cortisol nesta situação voltarão ao normal, porém no stress emocional vamos depender de algumas variáveis.

     Falemos do stress. Se estivermos no trânsito, no destino de uma reunião importante e tudo o que circunda seu veículo apresenta-se completamente parado, sem nos permitir a menor possibilidade de chegarmos a tempo, com certeza estaremos em profundo stress, porém neste caso antes que o nosso cortisol assuma grandes concentrações sanguíneas, teremos as supra-renais liberando rios de adrenalina, não sendo incomuns palpitações e suor frio, os chamados efeitos do stress agudo. Por outro lado se estamos em uma situação de stress crônico, seja por um problema financeiro, de saúde, filhos, tal stress mantido provoca liberação crônica e sustentada de cortisol , e este, ainda que bem intencionado trará transtornos, em várias questões orgânicas, e também no ganho e manutenção de peso elevado.

     O cortisol em altos níveis aumenta o depósito de gordura, especialmente em abdômen, diminuindo ainda a utilização da gordura já existente, exibe ainda potencial de retenção hídrica no organismo através de ação nos rins, a compulsividade dos indivíduos com stress crônico também se relaciona em boa parte aos altos níveis de cortisol. Ou seja, os motivos que fazem engordar indivíduos que utilizam altas doses de cortisona, são os mesmos que fazem com que o stress crônico, através do cortisol, nos patrocine a obesidade.

     Impossível o sucesso no tratamento da obesidade sem respeitarmos o cortisol e a quem diz: eu não como tanto para estar tão gordo.

 
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