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Cuidado com o que você come - 01/09/2008
Estudo revela que mais de 110 mil pessoas no país ficaram doentes por ingerir alimentos contaminados. Bactérias foram responsáveis por 83,5% de quase metade dos surtos

Pesquisa do Ministério da Saúde revelou que, de 1999 a 2007, ocorreram 5.699 surtos de doenças transmitidas por alimentos. Foram afetadas 114.302 pessoas e registradas 61 mortes. O levantamento identificou que as bactérias foram as grandes vilãs, responsáveis por 83,5% (2.366) de quase metade dos surtos. Em segundo lugar, ficaram os vírus (14,1%) e, em seguida, os produtos químicos (1,3%). Outros 2.865 surtos (50,2%) não tiveram as causas identificadas.

A coordenadora de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Greice Madeleine Ikeda do Carmo, autora do trabalho, alerta que um surto de DTA ocorre quando duas ou mais pessoas têm síndrome gastrointestinal (náuseas, vômito, diarréia) depois de ingerir alimento ou água da mesma origem. Segundo ela, é importante que nesses casos a vigilância epidemiológica do município ou do estado seja notificada. “A vigilância sendo informada, ela vai investigar as causas do surto”, afirma Greice Madeleine, ao acrescentar que, para isso, é essencial que os profissionais de saúde reconheçam a definição de surto da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O estudo revelou que os alimentos com ovos crus ou mal cozidos provocaram 874 surtos de doenças. A maionese caseira é a que mais provoca danos à saúde das pessoas. Os mistos - pratos com ingredientes de origem animal e vegetal - foram responsáveis por 666 ocorrências e as carnes vermelhas por outros 450 surtos. Segundo a coordenadora, a notificação à Vigilância Sanitária permitirá identificar o produto contaminado que afetou a pessoa.

A pesquisa identificou que 1.979 surtos foram pelo consumo de alimentos em residência, contra 22 por ingestão de produtos vendidos por ambulantes, o que não significa que a comida caseira seja mais nociva que a da rua. “A pessoa pode comprar a comida em um restaurante para consumir em casa. Se ela teve algum problema não foi pelo alimento feito em casa. Além disso, há outros fatores que podem comprometer a qualidade da comida e afetar a saúde do consumidor. Um deles é o tempo em que a comida levou para chegar à residência e em quais condições”, explica Greice Madeleine.

FALTA DE CONTINUIDADE – Mas o hábito da notificação não está disseminado em todo o país. O estudo revelou que os estados do Sul e Sudeste - Rio Grande do Sul e São Paulo, respectivamente - são os que mais informam à vigilância epidemiológica sobre os surtos de doenças transmitidas por alimentos. No Nordeste, o destaque fica para Pernambuco. Entre os fatores que prejudicam a coleta de informações sobre as DTAs é a troca de governos e a demissão dos servidores treinados para exercer a vigilância epidemiológica. “Essas mudanças levam a uma solução de continuidade dos serviços”, explica Greice Madeleine.

A coordenadora lembra que a maioria das pessoas tende a responsabilizar o último alimento consumido pelo mal-estar que sente. E nem sempre esse entendimento corresponde à verdade. Determinados organismos nocivos à saúde, como a Salmonella spp, levam mais de 24 horas para provocar problemas de saúde. Ainda de acordo com Greice Madeleine, as doenças transmitidas por alimentos se apresentam de três formas. A intoxicação alimentar ocorre quando há ingestão de toxinas pré-formadas no alimento, como a que provoca o botulismo. Há a toxinfecção alimentar. Ou seja, quando as toxinas são produzidas no organismo da pessoa que ingeriu alimentos com microorganismos patogênicos. Por último, há a infecção alimentar, quando são consumidos produtos já contaminados por microorganismos patogênicos

O estudo mostrou também que as maiores vítimas de doenças de transmissão por alimentos foram as pessoas com idade entre 20 e 49 anos, que somaram 36.141 casos. Apenas 5.731 crianças, com menos de um ano de idade, ingeriram alimentos contaminados. O dado sugere que o cuidado dispensado na preparação das refeições das crianças deveria ser o mesmo para os adultos.

Fonte: Portal da Saude
 
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